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No século XVIII e em parte do século XIX, a explicação vigente para a história da Terra era a referida na tradição judaico-cristã. Defendia que a Terra fora originada por decreto divino e progressivamente moldada por Deus, em seis ou sete dias, para abrigar a humanidade.

Gradualismo. Charles Lyell defendia que a Terra estava em constante mudança. Essas mudanças geológicas eram pequenas, graduais, cumulativas e ocorriam ao longo de imensos períodos de tempo. Esta corrente de pensamento designada também por uniformitarismo, propõe a formação da Terra através de um lento processo em que intervêm forças físicas e forças naturais como a erosão, os vulcões ou os terramotos. Lyell sustentou a sua teoria em observações geológicas realizadas em diversas regiões de Espanha, Dinamarca, Noruega e Suécia.
As concepções gradualistas de Lyell conduziram ao desenvolvimento de ideias evolucionistas no campo da Biologia. Esta ideia influenciou profundamente Darwin que a utilizou na Teoria da Evolução. Darwin pega na ideia de Lyell com base no seguinte raciocínio: se as rochas se transformam lentamente numa teia de mudança uniforme, o mesmo podia acontecer aos animais e às plantas. Assim, cada espécie fora criada gradualmente uma a uma - gradualismo biológico.
Antes de Darwin, os seres humanos não eram considerados parte integrante do mundo natural, pois consideravam-se superiores. Esta forma de pensamento tinha implicações no modo de ver o mundo. Antes de Darwin, ainda era possível ver o mundo como atemporal, eterno e imutável.
As pessoas viam que existiam algumas semelhanças entre os outros animais, especialmente com outros primatas, como o orangotango e o chimpanzé. Ainda assim, apesar das inegáveis semelhanças entre "nós" e "eles", poucos dos primeiros naturalistas classificavam os seres humanos como animais.