

Os trabalhos de Botânica não deixavam de estar relacionados com a evolução das espécies. Darwin interessava-se pela teoria da hereditariedade das variações dos organismos, tanto animais como vegetais. Como outros biólogos, defendia uma herança mista de ambos os progenitores (cada um dos progenitores era responsável pelo aspecto físico dos descendentes). Estas e outras ideias foram desenvolvidas em algumas obras sobre Botânica: A Fertilização das Orquídeas (1862), Plantas Insectívoras (1875), Plantas Trepadeiras (1875), Efeitos da Fecundação Cruzada e Autofecundação no Reino Vegetal (1876), As Diferentes Formas de Flores em Plantas da mesma Espécie (1877), A Capacidade de Movimento nas Plantas (1880).
A questão da hereditariedade acabaria, mais tarde, por se revelar fundamental na compreensão da evolução com as descobertas de Mendel e mesmo do Johann Miescher.
Um ano antes de morrer, Darwin publica o seu último livro, A Acção da Terra Vegetal por Acção dos Vermes (1881).