Bem-vindo a Darwin 2009 | 23 Janeiro 2019
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Starting on Darwin’s tree of life to the present molecular phylogenetic trees

Há um século e meio atrás, a publicação de A Origem das Espécies por Charles Darwin arrebatou o mundo e alterou o pensamento científico com a proposta revolucionária de um mecanismo explicativo da origem da diversidade biológica pela transformação das espécies e o consequente conceito de evolução. O que é hoje admitido como um simples facto da estrutura da vida na Terra, a evolução por selecção natural, resultou de uma extraordinária grandiosidade de visão e raciocínio, trabalhada quase em segredo por mais de 20 anos e assente numa série de conceitos cruciais, tais como descendência com modificações, variação individual, mudança lenta e gradual, classificação genealógica e luta pela sobrevivência.

A presente comunicação, vai ser dividida em três pontos: 1. O percurso de Darwin até à evolução; 2. Evolução e especiação: um caso de estudo com plantas endémicas das ilhas da Macaronésia; 3. Actual importância dos estudos moleculares e recursos bioinformáticos para o conhecimento da origem e padrões evolutivos dos seres vivos.

Assim, inicialmente vamos embarcar numa viagem com destino marcado à teoria evolutiva de Darwin, percorrendo vários portos do seu trajecto, os princípios e pressupostos que sustentam a teoria, o seu significado e que circunstâncias levaram à sua construção. O legado de Darwin está para além da simples, mas imensamente poderosa, ideia de selecção natural, refere-se a todo um conjunto de bases que refizeram o pensamento biológico e deram à luz a biologia evolutiva.

Na segunda parte desta comunicação, fala-se do papel preponderante e da importância que a investigação científica com endemismos insulares teve, desde sempre, nas áreas da biologia evolutiva e da conservação de espécies. No trabalho que se apresenta é dedicada especial atenção aos estudos moleculares realizados na última década com vista ao conhecimento da diversidade florística e origem da flora endémica existente nos arquipélagos do Atlântico Norte, vulgarmente agrupados sob a designação de Região da Macaronésia (Madeira, Açores, Cabo Verde, Canárias e Selvagens). Estes estudos moleculares têm incidido particularmente na análise de sequências de diferentes regiões do DNA nuclear e do DNA cloroplastidial. Estas abordagens permitiram alterar conceitos como o de que as ilhas da Macaronésia funcionavam como reservatórios naturais de preservação de floras antigas, consideradas relíquias de espécies continentais extintas.

Por fim, nesta comunicação discute-se a utilidade dos métodos de filogenia molecular e como são feitas as árvores da vida. A única figura do livro de Darwin, A Origem das Espécies, é uma árvore filogenética desenhada à mão pelo autor. De então para cá, e como não poderia deixar de ser, os métodos de ilustração e de inferência das relações filogenéticas evoluíram muito. Mostra-se assim como recorrendo aos recursos da internet e da bioinformática se pode actualmente inferir sobre a origem e os padrões evolutivos entre seres vivos, tal como Darwin fez na sua famosa figura publicada há 150 anos.

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